As violentas Enchentes que provocaram vários danos no bairro São José


As violentas enchentes que provocaram vários  danos no bairro São José  neste ano ilustram a necessidade de se gastar mais na redução dos riscos representados pelos desastres naturais, afirmo que não a vendo providencias imediatas no bairros Vila Nova,Esperança, e Navegantes. "Não podemos dizer que isso se deve às mudanças climáticas, mas temos certeza de que esse tipo de coisa se tornará mais freqüente no futuro", afirmo. O Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC), uma entidade da ONU que reúne centenas de especialistas, observou ter havido, nos últimos 50 anos, uma tendência de os eventos climáticos extremos tornarem-se mais comuns. Em relatórios divulgados neste ano, o IPCC disse que fenômenos como as secas, as tempestades e as enchentes devem se intensificar como resultado do aquecimento global alimentado pela emissão de gases do efeito estufa decorrente de atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis. Milhões de pessoas a mais devem enfrentar enchentes todos os anos até 2080 "como resultado das mudanças climáticas", afirmou a IDSR. As enchentes responderam por 84 por cento das mortes ocorridas em desastres entre 2000 e 2005, bem como por 65 por cento dos 466 bilhões de dólares em prejuízos provocados pelos desastres entre 1992 e 2001, afirmou o órgão.
Portanto a té 2010 estará de baixo de água todos os bairros aqui mencionados São José, Esperança, Navegantes, Vila Nova; as outoridades do município devem tomar urgente uma atitude criando e executando projeto que evite tal desastre. Boa parte dos gastos para solucionar esses problemas e para tratar das vítimas das águas são públicos, custeados pelos impostos que são pagos por todos nós.
Conforme Renato Lima, coordenador do Centro de Apoio Científico em Desastres (Cenacid) da Universidade Federal do Paraná e consultor da ONU para Desastres, as tubulações de esgoto, em geral, possuem um diâmetro suficiente para atender às necessidades de vazão de uma determinada região. Mas, explica que "o lixo jogado na rua, quando vai parar na tubulação, diminui a área útil do cano". Assim, o encanamento não consegue escoar um volume suficiente de água, que acaba retornando e provocando as inundações. Segundo ele, o principal problema são os produtos feitos de plástico, como sacolas e garrafas PET, que não se decompõem e formam uma barreira impermeável para a água.  O fato é que permitiram que milhões de pessoas fossem habitar as APP (Áreas de Proteção Permanente), asseguradas pelo Código Florestal. Em resumo, construíram casas dentro do rio, ou melhor, na sua várzea. A maioria dessa população é humilde e vive à margem do sistema. Sujeitaram-se a viver em condições subumanas e sem infra-estrutura básica. Coleta de lixo, coleta de esgoto, escolas e posto de saúde, dentre outras, são melhorias desejadas por esses cidadãos. O fato é que a dinâmica do mais fácil faz com que essas populações despejem seus efluentes e atirem seus resíduos diretamente nos córregos, provocando o seu entupimento. Isto provoca uma ampliação dos efeitos indesejáveis de uma enchente.
 
A solução mais populista e imediatista apresentada pelos administradores e desejada pelas populações é a canalização de tais córregos.


Há uma crença de que essa ação diminuirá a quantidade de ratos, baratas, pernilonga e outros insetos que vivem num ambiente degradado como esse. Há uma esperança de que a canalização diminuirá o risco de enchentes, bem como o mau cheiro. Outro fator é que seria muito mais barato fazer as canalizações do esgoto que contamina tal córrego e montar um sistema eficiente de coleta de resíduos. Apenas essas duas ações já ajudariam o córrego a mudar em qualidade, a receber menos materiais e, por conseguinte, reduzir enchentes. Assim, economizaríamos recursos públicos, melhoraríamos a qualidade de vida dos cidadãos que vivem à beira dos córregos e contribuiríamos para o paisagístico pela recuperação do córrego

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DIVORCIO